Divulgação Científica: como fazer (você mesmo) um bom vídeo

15/09/2020 23:15

A Agência de Comunicação da UFSC tem como um de seus grandes objetivos estratégicos ajudar a levar a ciência produzida na UFSC para além de nossos campi. Para isso, trabalhamos com vários materiais de divulgação científica. Produzimos vídeos, revistas, matérias de jornalismo científico, podcasts…

Preparamos aqui um breve guia com algumas dicas rápidas para ajudar você, que deseja fazer um bom vídeo de divulgação científica. Vamos começar?

Conheça o seu gênero de vídeo

Antes de começar a fazer seu próprio vídeo, acesse materiais de quem faz vídeos desse gênero … YouTubers e divulgadores de iniciativas voltadas à Ciência. Uma dica valiosa é conhecer o Science Vlogs Brasil (canal que reúne vários outros canais de ciência no YouTube). 

O seu vídeo começa em um bom roteiro

Depois de conhecer alguns vídeos e ter uma ideia do que te atrai, com qual estilo você se identifica, chegou a hora de botar a mão na massaEscreva como será o vídeo, parte por parte. Se já tiver um texto em mente, escreva também. Planeje tudo!

No momento do roteiro, pergunte-se algumas coisas, e comece a criar:

  • Você vai falar olhando diretamente para a câmera ou vai entrevistar alguém?
    • Se vai entrevistar, como será esse vídeo de entrevista? Você pode enviar as perguntas para a pessoa e pedir que ela grave as respostas para você, com o celular (sempre na horizontal). Ou pode ainda fazer uma videochamada e gravar essa interação, pelo Google Meet, ou Zoom, por exemplo. A UFSC oferece alguns acessos especiais a ferramentas do Google e Microsoft que podem ser úteis. Uma dica para gravar seu vídeo de uma dessas plataformas é usar o OBS (Open Broadcaster Software), um programa gratuito. A Agecom até já fez um tutorial, voltado aos participantes da Sepex 2020. A Agecom tem uma série de vídeos de entrevistas, com cientistas que abordam diferentes aspectos de um assunto central. Conheça o UFSC Explica.
    • Se você vai falar olhando diretamente para a câmera, prepare bem o ambiente. Crie um local bem iluminado, sem que sua imagem tenha sombra no seu rosto, e com um fundo atraente, com profundidade. Pode ter uma estante de livros, ou um local arborizado, planeje, teste. Evite improvisos. Lembre-se também de cuidar do local onde estará sua câmera. Ela deve ficar sempre na altura dos seus olhos, em um local firme.
  • Além das imagens de pessoas falando, prepare imagens de apoio. São fotos, vídeos, animações que servirão para “quebrar” a monotonia de se mostrar a mesma imagem de uma pessoa falando para a câmera. 
  • Que tipo de sons você vai usar? 
    • Um vídeo é uma combinação de imagens e sons… então, pense bem sobre isso. Escolha uma trilha sonora, se for o caso, ou grave sons da natureza. Se escolher trilhas da internet, use sites royalties free. Uma boa dica é usar a Biblioteca de Mídias que o YouTube oferece.
    • Outra opção é usar imagens históricas para ilustrar sua explicação, ou mesmo ilustrações ou animações, usando a sua voz como narrador. A isso, chamamos de off. Outra ideia que pode funcionar é efeitos sonoros, como uma campainha, ou som de uma pessoa digitando uma pergunta, por exemplo. Tente usar sempre imagens e sons que não tenham royalties, pois as plataformas como o YouTube ou o Facebook costumam bloquear vídeos que contenham partes de músicas, por exemplo. Use bancos de imagens gratuitas, com licenças Creative Commons, de preferência.

Hora de produzir e filmar o seu vídeo

Prepare o seu cenário, iluminação, cuide do seu visual, com enquadramento ideal, sempre com a câmera posicionada à altura dos seus olhos. Se você vai ser filmado pela câmera do computador, eleve-o com livros ou qualquer coisa que dê ao seu vídeo o enquadramento ideal. Vai filmar com o celular? Use um tripé ou apoie-o também em algo firme e que fique na altura correta. Vai entrevistar alguém? Tenha o mesmo cuidado com o(a) seu(a) entrevistado(a). 

Cuide também da captação do áudio:

  • Se possível, use um microfone de lapela (é baratinho, acredite!) ou, se não for possível, um fone de ouvido desses que vem com o telefone celular, já serve! Desde que o microfone fique perto da sua boca, para fazer uma boa captação de áudio. E sempre antes de começar pra valer, faça um teste para ter certeza que está tudo funcionando bem.

Dicas importantes de filmagem:

  • Se for filmar com o celular, posicione-o sempre em posição horizontal (cuidado com a firmeza da câmera, melhor usar um tripé ou apoio que pedir para alguém segurar o celular para você). 
  • Certifique-se que gravou todas as falas corretamente. Se algo não ficou como você queria, repita, a filmagem. Se o(a) seu(a) entrevistado(a) disse algo que não ficou claro, refaça a pergunta, para que ele(a) explique melhor. 
  • Perceba se as frases estão completas, quando for repetir algo, repita desde o início, para que não fique depois uma edição “picotada” demais. Também facilita a edição se você pausar por alguns segundos antes de recomeçar a falar. 
  • Atenção para as cores das roupas que você está usando e o seu entorno. Use cores claras, de preferência, e se for usar estampas, que sejam discretas. Evite listras. 
  • Evite usar termos marcadores de tempo, como “ontem”, “hoje”, “semana que vem”. Lembre-se que você não quer “envelhecer” o seu vídeo. Se for usar referências, fale de datas completas “maio de 2020”, ou algo assim, sempre tentando simplificar para o seu público. 

Partiu edição!

Existem muitas opções de programas simples de edição, que facilita muito para qualquer um que queira se aventurar! Entre as opções mais comuns estão o Adobe Premiere Pro (mais usado, pago), iMovie (para computadores da Apple), Windows Movie Maker. Aplicativos mais modernos e recentes são comuns pela internet, tanto para computadores, como para telefones celulares. O próprio YouTube oferece alguns recursos interessantes de edição. Comece pelos gratuitos e vá experimentando. 

Algumas dicas importantes:

  • Assista a muitos vídeos para entender como deve ser a “pegada” da sua edição, e te inspirar com ideias para o seu vídeo. A UFSC tem vários vídeos de divulgação científica que você pode conhecer para tirar algumas ideias de materiais simples e eficazes. A série Traduzindo Ciência é um exemplo! Vai conhecer!
  • Um bom roteiro ajuda muito na hora de editar. Então capricha lá no início que o final será mais simples. 
  • Evite picotar demais! Alguns vícios de linguagem dão naturalidade para a conversa, outros acabam por enrolar demais e deixar o vídeo muito longo. Na dúvida, corte apenas quando realmente for necessário… aos poucos você aprende o que vale a pena deixar, e o que é melhor tirar. 
  • Lembre-se daquela ideia inicial, e prefira manter as falas que realmente importam para o objetivo do vídeo. O que for demais, tire.
  • Um vídeo eficaz é um vídeo curto e que vá direto ao ponto.
  • Lembre-se de mesclar imagens das entrevistas ou das apresentações com outras ilustrações… volte ao seu roteiro para essas informações.
  • Use sons, música para dar leveza ao seu material.
  • Considere usar legendas, para facilitar a acessibilidade do seu material. 

Depois de tudo pronto, publique!

Lembre-se de colocar a ficha técnica, reconhecendo todos os envolvidos no projeto, e na hora de escolher o título, use algo atraente, chamativo e simples! Lembre-se que não é um artigo para seus pares e sim um vídeo para leigos, para atrair um público que quer aprender sobre o que você estuda. Atraia esse público com títulos curtos e com palavras do dia a dia.

Por exemplo… ao invés de algo técnico sobre produção de vídeos… como “Técnica audiovisual para popularização científica”, prefira “Vídeos para fazer você gostar de ciência”!

Foco no seu objetivo

É importante lembrar que divulgar ciência é um dever do cientista e um direito da população. Além disso, é uma atitude necessária e democrática. Como cientista você tem o voto de credibilidade do seu público, e agora, por meio da divulgação do seu trabalho para as grandes audiências, terá a sua atenção. Cative seu público com um pouco de humor, traga aspectos da vida de cientista que humanize seu trabalho. Fale das experiências que deram certo e das que deram errado. Produza imagens dentro de laboratório, ou durante pesquisas de campo. Essas serão úteis para suas imagens de apoio e mostrarão sua ciência em ação. 

Uma dica interessante é usar imagens de ciência que possam ilustrar seu trabalho de forma criativa. Animações, ilustrações, stop motion, ou simplesmente imagens como estas, do Museu de História da Ciência em Genebra, por exemplo, podem ajudar. 

 

Boa sorte, e bom trabalho!

 

 

Fonte: Curso Introdução à divulgação científica – Fiocruz

Agecom lança Manual de Boas Práticas em Mídias Sociais da UFSC

11/12/2019 11:26

A Agência de Comunicação (Agecom) da UFSC lança, neste mês de dezembro de 2019, um Manual de Boas Práticas em Mídias Sociais. A publicação é de leitura on-line e destina-se àqueles servidores que fazem gestão de redes sociais para seus laboratórios, departamentos, Centros de Ensino, ou mesmo setores administrativos como Secretarias e Pró-Reitorias na instituição. O objetivo é fornecer subsídios para unificar a linguagem da Universidade em todas as plataformas nas quais a UFSC se faz presente.

“Entendemos que a Agecom não tem condições de gerenciar todos os perfis de redes sociais nas quais a UFSC se apresenta à sociedade, mas é nosso dever instruir as pessoas que o fazem, para alinhar nosso discurso e unificar a voz da instituição”, salienta Pipo Quint, coordenador de Comunicação Organizacional e Novas Mídias da Agecom. O material é de linguagem fácil e abrangente e traz reflexões e dicas importantes para quem gerencia os perfis nas redes.

“É a primeira vez que publicamos um Manual para mídias sociais, e esperamos, com isso, atender uma demanda grande que temos aqui na UFSC, que é orientar sobre a postura correta que cada perfil institucional deve ter. Cada setor que decide criar um perfil institucional deve estar preparado para representar a instituição com seriedade, responder com rapidez, atentar para a veracidade das informações e estar alinhado com a linguagem utilizada nos perfis oficiais da UFSC nas redes sociais”, complementa Mayra Cajueiro Warren, diretora da Agecom.

A UFSC atualmente possui perfis oficiais no FacebookInstagramLinkedInTwitter e YouTube. Todos os perfis oficiais são geridos pela Agecom.
O Manual pode ser baixado em formato PDF por meio do link.

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